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domingo, 16 de março de 2014

Fatal


O poder de seduzir-me está nas coisas mais simples.
Parei para pensar sobre o assunto com profundidade, cavando entre tantos pensamentos algo que me desse a resposta certa. Foi então que consegui encontrá-la, bem ali, á minha frente, escancarada diante dos meus olhos.
Não há nada mais encantador do que um olhar sincero e duradouro em meio ao silêncio, entre lábios quietos e mentes nem tanto assim.
Não nada mais intenso do que matar a vontade do nosso corpo, ou alma, ter certeza de que as peles estão em contato e que ali existe outra pessoa com a mesma frequência cardíaca que a sua.
Não há nada mais sincero do que um sorriso espontâneo, vindo de pouco, mas que significa muito. A felicidade que se expande além da "cinesfera" e contagia, trazendo beleza aos olhos de quem vê.
Não há nada mais extasiante do que sentir de pertinho aquilo que se deseja. E mais importante, ter consciência de que é real.
Não há nada mais fatal.
O poder de seduzir-me está nas coisas mais complexas.

sábado, 12 de outubro de 2013

Um edifício bem maior


Não querer aceitar a realidade é um assunto delicado, mas creio que está na hora de “crescer” e bater de frente com o que vêm por aí. Insistir em oportunidades imaginárias não é uma saída muito inteligente, digamos que seria como jogar minhas sementes num chão cimentado. Só que no lugar das sementes estão minha dedicação e a minha fé...  O que são coisas que não posso desperdiçar. Sendo assim, por que gastar energia num assunto tão enevoado? Pura tolice.

Por mais que ás vezes a vontade seja abraçar o próprio peito e desabar, sei que existe um edifício bem maior me sustentando. Uma sequencia de capítulos ainda desconhecidos esperando para serem lidos e assim “pertencentes á realidade”. Nada pode ser tão forte para me quebrar feito vidro. Muito menos isso. Pelo contrário, aprendi que nós devemos ver o lado positivo de todos os caminhos da vida, por mais desnivelados que eles sejam. E me surpreende ver que estou conseguindo lidar com isso da melhor forma possível.

Seria louca se pensasse que o final estava ali, á dois passos de mim. Porque quando somos “jovens” achamos que qualquer coisinha é capaz de derrubar a muralha dos nossos corpos (alma), quando na verdade é apenas uma projeção feita pela cabeça com valores distorcidos. Isso se chama “começo” ou “recomeço”... E, como tudo neste mundo, um dia também acabará! Até o sol, com todo o seu poder, um dia morrerá. Por isso não gaste suas sementes preciosas em qualquer solo, faça o esforço (ao menos) valer a pena. 


domingo, 22 de setembro de 2013

Ela curte certeza


Ela curte certeza, não venha com meias verdades. E nem adianta tentar o papinho fraco pra cima dela, a garota sabe escolher suas companhias e tem marra de mulher. Pode ser que ela queira ser sua... Mas, é melhor saber que ela não abandona o sol, a lua, o céu, a madrugada, a atitude, o jeitinho complicado e apaixonante. Ela é demais. Não pode ser a mulher da sua vida, pois já é da dela e isso dá muito trabalho. A saída é entrar no jogo, partir para uma aventura e aproveitar cada segundinho que conseguir.

Daquele tipo que me deixa sem ar, quando passa e me faz virar o pescoço. Ela se garante e faz o estilo misteriosa - aquele me deixa louco ao pensar nas possibilidades. Prefere coisas conquistadas e não dadas... Ela quer tudo, mas isso aí pode ser apenas o meu olhar instigante. Ela gosta de me provocar e eu não consigo resistir ao vê-la caminhando na minha direção.

O melhor de tudo é que ela gosta de jogar na parceria, não tem essa de liderança. Somos as peças, o tabuleiro e os dados, de uma vez só. Ela é a firmeza e sabe o que fazer quando palavras já não são o suficiente. Uma garota dessas eu não quero perder de vista... Na verdade, acho que to querendo ela bem aqui, do meu lado.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Basta reparar


Quando o vejo sorrir tenho a certeza de que sou coberta de dúvidas. Ele tem algo em sua essência que me faz repensar a vida, meio bobo e centrado, um jeito engraçado que me deixa os pulmões sedentos. Em meio a tantas palavras consigo sentir sua verdade, por mais que a mesma pareça coisa de outro mundo. Coisa difícil de se ver.
Acompanhando uma linha de raciocínio um pouco maluca, é jogo poético e simples, ao mesmo tempo. Mas, onde ambos podem sair ganhando. Como se a gravidade me puxasse pra lá e pra cá, me mostrando os dois lados de como a vida pode ser... E ele aparecesse no positivo.
Desarmada sei que não posso com isso. Porém, nem sempre o lado de lá é o adversário e nos deseja de cara no chão. Nós podemos pensar que sempre haverá uma peça a nosso favor, basta aprender a reparar. 


domingo, 8 de setembro de 2013

Regra número um: se divirta!


Ela se olhou no espelho pela décima vez e retocou o batom vermelho que preenchia seus lábios. Enquanto isso o som contagiante de Macklemore tocava no rádio sobre a bancada e dominava todo o espaço do quarto, sem dúvidas fazendo até o seu coração vibrar mais rápido. Ela sentia-se no auge de sua beleza ali, desde a mais interior até a imagem própria que refletia no vidro.

- Me empresta o seu lápis preto? – perguntou a amiga que se arrumava do outro lado.

- Claro, está aí dentro da bolsinha – a garota sorriu gentil e acenou com os dedos. Depois voltou a se contemplar e imaginar um milhão de coisas.

As duas continuaram a se preparar para a festa que viria a seguir. Ambas estavam com os estômagos cheios de borboletas, não conseguiam parar de pensar em como aquela noite poderia ser boa e render gargalhadas altas. Sem se preocupar com mais nada, naquele exato instante. Pois a única regra entre as duas era: se divertir.

- Será que ele vai estar lá? – a garota perguntou para a amiga, lembrando que talvez o seu pretendente fosse para o mesmo lugar.

- Eu acho que sim, mas sabe... O que importa é que a gente vai se divertir e dançar a noite toda. Independente de qualquer outra pessoa. – A amiga respondeu em tom risonho. – Se ele não for á festa quem sai perdendo na história é ele. Certo?! 

- Certíssimo! – a garota calçou os sapatos e se equilibrou enquanto procurava o perfume em algum lugar do amontoado de roupas sobre a cama.

O clima estava perfeito para novas amizades, copos cheios e almas vibrantes. A insegurança não fazia mais parte da vida delas, não aquele assunto, pelo menos. Elas sabiam o que queriam e faziam o que queriam. Um simples “isso aí” que faz muito pilantra querer ser romântico. Um brilho próprio e longo, quase tanto quanto seus cabelos.

As luzes foram apagadas e elas foram em direção á festa... E bom, o resto eu não posso contar, seria invasão de privacidade, mas você pode imaginar como quiser... Ou melhor, pode fazer acontecer.


domingo, 1 de setembro de 2013

Construir ou viver uma vida?


Posso te fazer uma pergunta? Ok, eu vou fazer mesmo assim. Se você pudesse ser outra pessoa, qualquer uma, você aceitaria a mudança? Quer dizer, mudar mesmo, pra valer, ser aquele sujeito desde o dia mais glorioso de sua vida até o mais triste. Mudar a sua família, amigos, toda a sua experiência para embarcar num mundo que nunca foi seu. Trocar as suas roupas, o seu cheiro, até a sua letra para roubar a identidade da pessoa escolhida. Pense bem, é um caminho sem volta.

Pode parecer loucura minha, mas não é difícil ver isso. As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas com a vida que levam, com as roupas que usam, com os sorrisos que as acompanham... Parece que nada faz sentido. E pior, aparenta que existem outros corpos vagando por aí que seriam uma opção totalmente melhor do que a sua.

Talvez estejamos falando sobre oportunidades, pois cada um aqui teve e terá diferentes caminhos para seguir. Mas, será que vale a pena você simplesmente apagar o que foi/é? E o que PODERÁ ser. É aceitável acreditar que alguém é “melhor” do que você pelo simples fato de estar sorrindo naquela foto? Ou por que tem um companheiro/a? Pera aí, vamos pensar. Você está onde está hoje por diversos motivos, por escolhas que fez e que te trouxeram para o que é. Você está aí porque talvez a vida, no começo, tenha te colocado num certo lugar, mas é bom saber que não é preciso ficar estagnado. Você pode se transformar.

Quem disse que aquilo é o certo? Seu amigo? Seu chefe? Sua cidade? A televisão? É... A barra é realmente pesada, a maioria do tempo nós somos cutucados com facas da sociedade. “É assim” “É assado”.  Contudo, é possível vencê-la, ou até mesmo ignorá-la. 

Lembre-se que você pode construir uma vida, não precisa apenas viver uma.  A opinião é sua, tenha a coragem de saber escolher, ninguém precisa decidir por você! E ninguém é melhor do que você por algo que tem na mão. O melhor da vida não pode ser visto com os olhos.


P.S: Não disse que será fácil, mas é como dizem... O que vem fácil, se vai fácil.


terça-feira, 20 de agosto de 2013

Digo, as diferenças verdadeiras


É isso aí. Sem dúvida, apenas uma certeza momentânea. Sem planos, sem agendas, nem bilhetinhos para anotações. Um simples: é isso aí. Parece coisa de gente maluca? Talvez, mas, de repente me deu uma vontade mortal de fazer parte desse time. Porque, é claro que nós, seres humanos, gostamos de tudo certinho, ou melhor, gostamos de ter o controle sobre toda a situação. Sem erros. Pegue um exemplo cotidiano: sua geladeira, seu armário, seu guarda-roupa, tudo está chatamente organizado. Blusa aqui, bermudas ali.

Já parou para pensar que “viver” uma vida é diferente do que “criar” uma? Ok. Ingrid, vamos com calma, eles vão achar que você é doida. Na verdade, o que eu estou tentando dizer é que a gente tenta evitar os erros ao máximo, só que não percebemos que algumas coisas incríveis só aconteceram por causa daquela “deixa” do destino. Aquele momento “não certo” foi crucial para experiências posteriores. Ou vai dizer que não aconteceu com você? Se não, prepare-se, um errante cairá no seu caminho em breve. Ah, uma dica: nem adianta tentar evitá-lo, ele adora um bom e velho desafio.

Ás vezes, partindo de um erro que revira toda a sua vida, você encontra um significado para toda aquela bobagem que chama de rotina. Uma coisinha que parece ser pequena, mas que te abocanha e te enlouquece sem deixar que você se prepare antes. Afinal, você mal sabia que aquele “negócio” apareceria. Como se proteger do desconhecido? Suicídio e burrice.

Só mais uma coisinha, não menos importante, não deixe que essas coisas escapem. São raras as diferenças hoje em dia. Digo, as diferenças verdadeiras, não as diferentemente iguais.