domingo, 16 de junho de 2013
Para: a minha morena
E aí, sua dramática. Como você está se sentindo hoje? Espero que muito bem! Era pra eu estar aí com você, deitada na cama com os pés quase chorando depois de uma noite engraçadíssima. Com certeza os cantos das nossas bocas estariam cansados de tantas risadas e gargalhadas! Porque com a gente é assim, o que importa é sorrir e fazer cada segundo valer a pena, mesmo que o lugar onde estamos não seja dos melhores. Se eu estiver com você, com toda a certeza, o lugar se torna automaticamente “ótimo”. Lembro que você costuma me dizer isso: “relaxa, nós fazemos ficar bom”. E é exatamente o que acontece. Você tem o dom de fazer com que eu me sinta bem, independente de tudo. Bobinha.
É engraçado pensar que nós duas nos comportamos como as donas do mundo quando estamos juntas. Sabe, nada é capaz de nos deixa pra baixo, por mais que tentem. E se eu penso, por um segundo, em ficar mal por causa de alguém você me dá um tapinha e me joga um olhar inquisitivo, “pode parar, agora” e eu simplesmente começo a rir. “Verdade, não é, que bobeira a minha” mio baixinho. Somos incontroláveis, garota, já percebeu isso?
Eu não sou sua vizinha, mas isso nunca nos impediu de nos ver sempre! Até porque você está na minha escola, olha só, que sorte a minha. E o nosso encontro de “meia hora” todos os dias na biblioteca é indispensável. Quando você falta tudo fica tão... Silencioso. É, sua tagarela. A minha preferida.
Sinto informar aos garotos, mas ela é a garota mais incrível que eu conheço que ainda não se apaixonou. E que não liga pra isso. Ninguém tem o poder de te dominar, não é? Mas, se algum dia isso acontecer (ou já tenha acontecido e você simplesmente omitiu), ele será um cara de sorte grande. Minha morena é difícil de entender, mas tão fácil se conviver... A não ser que você tente acordá-la. Pois é, o mundo pode explodir e você vai continuar a dormir! Isso me irrita um pouco, sabia? Porque eu sou totalmente o oposto e enquanto você dorme fico revendo fotos e mensagens até que você resolva abandonar os sonhos. Na verdade você me irrita várias vezes, mas, não consigo te odiar nem por um segundo. Tanto porque eu sei que te tiro do sério! É... Tenho esse jeitinho meio instável e louco, em uma hora estou com você, em outra correndo pela pista de dança.
Toda loira tem a sua morena, e você é a minha. Já nem tento mais procurar outras você, porque não há. Obrigada por fazer parte da minha vida. Lembre-se sempre que sou sua fiel.
Te amo muito, orgulhosa, chata, preguiçosa, impossível, gordinha. E se algum dia a gente brigar com tamanha proporção, leia esse textinho.
ps: Não sei como te aguento.
ps²: escrevi isso por pura vontade, tanto porque não preciso que seja seu aniversario...
ps³: Vê se não acaba com o estoque de comida na geladeira.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Doce Incerteza
Uma vez, entre uma conversa e outra com uma amiga confiável, nós tocamos num assunto delicado. Sobre mim. E então eu afirmei: “mas eu quero isso, eu sei que quero isso” – repetindo. Ela me jogou um olhar inquisitivo, levantou uma das sobrancelhas e pendeu. Por um momento eu não entendi, mas ela clareou minha mente ao dizer: “tem certeza que você quer?”.
É claro que eu tinha!
E então ela continuou: “há mais dúvida do que certeza aí. E outra, não precisa repetir o que diz amiga, dá a entender que está tentando acreditar no que diz.”.
Essa pergunta me rodeou por dias, me fazendo pensar se eu tinha certeza tanto quanto insistia em dizer, ou pior, se alguma vez na vida já tive certeza sobre aquilo. Aquela coisinha no peito. Infelizmente a minha conclusão foi perceber que não dá para saber. É como se jogar num buraco escuro e desconhecido, sem saber onde ele vai parar.
Mas aí voltei a me questionar o porque não "arriscava" algum dos buracos.Talvez seja medo de me entregar e não ser aceita de braços abertos. Talvez seja a vontade incontrolável de poder abrir as asas e voar para outro galho. Talvez seja apenas como eu sou - assim meio instável. Talvez as peças não se encaixem no meu tabuleiro – ainda. Talvez, talvez eu não saiba o que é.
Essa pergunta me rodeou por dias, me fazendo pensar se eu tinha certeza tanto quanto insistia em dizer, ou pior, se alguma vez na vida já tive certeza sobre aquilo. Aquela coisinha no peito. Infelizmente a minha conclusão foi perceber que não dá para saber. É como se jogar num buraco escuro e desconhecido, sem saber onde ele vai parar.
"Podes dizer-me, por favor, que caminho devo seguir para sair daqui?
Isso depende muito de para onde queres ir - respondeu o gato.
Preocupa-me pouco aonde ir - disse Alice.
terça-feira, 11 de junho de 2013
"Já escondi um amor"
"Gosto dos venenos mais lentos
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade… Já tive medo do escuro, hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo” e descobri que não eram… Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!"
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Ficou na memória
Sabe quando tudo ao seu redor para e você sente o seu coração quase saltar pela garganta? Você sente algo martelar ali, no fundo do peito, mas não sabe distinguir isso. E será que existe mesmo uma explicação? Ou é apenas uma sensação maravilhosa e ao mesmo tempo agonizante? Ok. Então você respira fundo e tenta manter os joelhos firmes, mas aquele maldito vento te trás o cheiro que você não queria sentir, uma mistura na dose certa que é capaz de te fazer viajar no tempo em cerca de segundos. O cheiro dele. Sem querer, você está enfeitiçada. Sem defesa. Mas, você ainda consegue controlar tudo isso em uma troca de olhares intensos, ou em uma curva dos lábios... Um sorriso que seria ilegível á qualquer um, mas que ele entendeu perfeitamente, como se você tivesse manual de instrução. Droga. E mesmo depois de tudo isso, você ainda tenta dizer a si mesma que está tudo bem, que você consegue manter-se na postura. É... Sabemos mesmo mentir.
Enfim, seria fácil superar isso, mas não. Uma simples torcida de nariz dele, vulgo sorriso sem vontade, é arrebatador... Você o sente te tocando, eu sei que sim. Ele está ali, sem fazer nada, no presente, mas longe dali, bem longe... Vocês são...
A pergunta é... Será que ele é o único a te fazer isso? Ou o único que você permite? Isso você ainda não descobriu, mas infelizmente tem que o ver partir.
Virou as costas e deixou na memória o que era para estar com você, bem agora.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Você tem medo?
Estávamos no topo de uma montanha. Á nossa frente o sol fazia uma despedida majestosa, tornando o céu colorido.
- Como assim? Quando morremos? - indaguei um pouco desconfortável com pergunta dele.
- É... Quando nosso corpo se desgruda da alma – ele respondeu, totalmente á vontade.
- É... Quando nosso corpo se desgruda da alma – ele respondeu, totalmente á vontade.
Olhava para o horizonte.
- Eu não sei. Nossa... – engoli em seco.
- Me pego pensando nisso, ás vezes – ele olhou pra mim e abriu um sorriso artificial.
- Você tem medo?
Ele fez que não com a cabeça.
- Não? – franzi o cenho.
- Não sei, na verdade – corrigiu. – Pode ser como deslizar numa nuvem. Mergulhar no mais profundo oceano...
- E pode não ser assim. Já pensou nisso? – contrariei, abismada com a segurança dele.
- Procuro pensar no lado bom das coisas – ele sorriu para o céu, que estava quase ao nosso lado – Como esse momento agora, com você.
- Mas...
- Acontece com todo mundo, - justificou - o importante mesmo é saber aproveitar a vida. O agora sabe, o amanhã é vago.
Olhei para o céu e abracei minhas pernas. Nós estávamos sentados.
- É pior viver cheio de arrependimentos, maldade no coração, sem deixar uma mensagem que preste... Na hora H nada disso vai importar – disse ele calmamente, fazendo um arrepio atravessar minha espinha. – Deve ser como um sono eterno... E nós sonhamos enquanto dormimos, não é?! – olhou pra mim novamente.
- Sim – concordei ainda que meio confusa.
- É bem louco... – ele riu baixinho - Eu tenho medo mesmo é de, enquanto possível, não ver seus olhinhos caramelos.
- Eu não sei. Nossa... – engoli em seco.
- Me pego pensando nisso, ás vezes – ele olhou pra mim e abriu um sorriso artificial.
- Você tem medo?
Ele fez que não com a cabeça.
- Não? – franzi o cenho.
- Não sei, na verdade – corrigiu. – Pode ser como deslizar numa nuvem. Mergulhar no mais profundo oceano...
- E pode não ser assim. Já pensou nisso? – contrariei, abismada com a segurança dele.
- Procuro pensar no lado bom das coisas – ele sorriu para o céu, que estava quase ao nosso lado – Como esse momento agora, com você.
- Mas...
- Acontece com todo mundo, - justificou - o importante mesmo é saber aproveitar a vida. O agora sabe, o amanhã é vago.
Olhei para o céu e abracei minhas pernas. Nós estávamos sentados.
- É pior viver cheio de arrependimentos, maldade no coração, sem deixar uma mensagem que preste... Na hora H nada disso vai importar – disse ele calmamente, fazendo um arrepio atravessar minha espinha. – Deve ser como um sono eterno... E nós sonhamos enquanto dormimos, não é?! – olhou pra mim novamente.
- Sim – concordei ainda que meio confusa.
- É bem louco... – ele riu baixinho - Eu tenho medo mesmo é de, enquanto possível, não ver seus olhinhos caramelos.
Quebra-Cabeças
Hoje em dia as coisas não são tão diferentes, nós montamos e desmontamos vários quebra-cabeças. Alguns são rápidos… E outros demoram um bom tempo para serem “resolvidos”. Existem desde os bobinhos até os mais interessantes.
Os bobinhos a gente nem liga se perde uma parte ou outra, afinal eles são tão previsíveis que nem há graça em perder muito tempo construindo. Já os interessantes nos enlouquecem, viram nossa mente do avesso, insistem em serem complicados e envolventes. Ah... Os difíceis! Eles são sempre os que deixam aquela saudadezinha no peito.
Poucos são os inesquecíveis. Muitos, parecidos. Os especiais, recordamos cada pedacinho. Mas o que realmente importa não é com qual peça começamos e sim com qual terminamos. Lembre-se, sempre há tempo para começar um novo jogo.
Poucos são os inesquecíveis. Muitos, parecidos. Os especiais, recordamos cada pedacinho. Mas o que realmente importa não é com qual peça começamos e sim com qual terminamos. Lembre-se, sempre há tempo para começar um novo jogo.
domingo, 2 de junho de 2013
Um dia...
Um
dia a gente percebe que nada é por acaso. Aprendemos a notar os sinais mais
simples, que agora são tão fortes
quanto os outros milhares enviados todos os dias, por intenções diversas. A gente
acorda pra vida e vê o porquê de não ter acontecido das outras vezes. Com
outras pessoas. Outros cheiros. Outras mãos.
Um
dia a gente escorrega, sem querer, e então cai no lugar certo.
Sentimos pela
primeira vez que aquilo está certo, sem precisar de explicação. Apenas por saber que
é verdade. Se é que ela existe...
Um
dia a gente encontra um lugar incrível a cada esquina, carregando quem
nós gostamos. Seja aonde for.
Um
dia a gente simplesmente cresce. Aprende que não dá para blindar o coração,
por mais que ele seja forte.
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