É
isso aí. Sem dúvida, apenas uma certeza momentânea. Sem planos, sem agendas,
nem bilhetinhos para anotações. Um simples: é isso aí. Parece coisa de gente
maluca? Talvez, mas, de repente me deu uma vontade mortal de fazer parte desse
time. Porque, é claro que nós, seres humanos, gostamos de tudo certinho, ou
melhor, gostamos de ter o controle sobre toda a situação. Sem erros. Pegue um
exemplo cotidiano: sua geladeira, seu armário, seu guarda-roupa, tudo está
chatamente organizado. Blusa aqui, bermudas ali.
Já
parou para pensar que “viver” uma vida é diferente do que “criar” uma? Ok.
Ingrid, vamos com calma, eles vão achar que você é doida. Na verdade, o que eu
estou tentando dizer é que a gente tenta evitar os erros ao máximo, só que não
percebemos que algumas coisas incríveis só aconteceram por causa daquela “deixa”
do destino. Aquele momento “não certo” foi crucial para experiências
posteriores. Ou vai dizer que não aconteceu com você? Se não, prepare-se, um
errante cairá no seu caminho em breve. Ah, uma dica: nem adianta tentar
evitá-lo, ele adora um bom e velho desafio.
Ás
vezes, partindo de um erro que revira toda a sua vida, você encontra um significado
para toda aquela bobagem que chama de rotina. Uma coisinha que parece ser
pequena, mas que te abocanha e te enlouquece sem deixar que você se prepare
antes. Afinal, você mal sabia que aquele “negócio” apareceria. Como se proteger
do desconhecido? Suicídio e burrice.
Só
mais uma coisinha, não menos importante, não deixe que essas coisas escapem.
São raras as diferenças hoje em dia. Digo, as diferenças verdadeiras, não as
diferentemente iguais.
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