Páginas

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Digo, as diferenças verdadeiras


É isso aí. Sem dúvida, apenas uma certeza momentânea. Sem planos, sem agendas, nem bilhetinhos para anotações. Um simples: é isso aí. Parece coisa de gente maluca? Talvez, mas, de repente me deu uma vontade mortal de fazer parte desse time. Porque, é claro que nós, seres humanos, gostamos de tudo certinho, ou melhor, gostamos de ter o controle sobre toda a situação. Sem erros. Pegue um exemplo cotidiano: sua geladeira, seu armário, seu guarda-roupa, tudo está chatamente organizado. Blusa aqui, bermudas ali.

Já parou para pensar que “viver” uma vida é diferente do que “criar” uma? Ok. Ingrid, vamos com calma, eles vão achar que você é doida. Na verdade, o que eu estou tentando dizer é que a gente tenta evitar os erros ao máximo, só que não percebemos que algumas coisas incríveis só aconteceram por causa daquela “deixa” do destino. Aquele momento “não certo” foi crucial para experiências posteriores. Ou vai dizer que não aconteceu com você? Se não, prepare-se, um errante cairá no seu caminho em breve. Ah, uma dica: nem adianta tentar evitá-lo, ele adora um bom e velho desafio.

Ás vezes, partindo de um erro que revira toda a sua vida, você encontra um significado para toda aquela bobagem que chama de rotina. Uma coisinha que parece ser pequena, mas que te abocanha e te enlouquece sem deixar que você se prepare antes. Afinal, você mal sabia que aquele “negócio” apareceria. Como se proteger do desconhecido? Suicídio e burrice.

Só mais uma coisinha, não menos importante, não deixe que essas coisas escapem. São raras as diferenças hoje em dia. Digo, as diferenças verdadeiras, não as diferentemente iguais. 


sábado, 17 de agosto de 2013

De resto ninguém vive


Talvez você ache que precisa de alguma coisa material, ou de alguém que conheceu á pouco tempo, para sobreviver. Talvez você ache que esse é o fim da linha, ou que não dá mais tempo de correr atrás. Olha, vou te dizer uma verdade: essa é uma falsa ideia. Se você tem vontade e determinação, nada pode te impedir. Ah, outra coisa, você pode sim sobreviver sem algo (ou alguém). Quantas vezes já fez isso na vida? Várias, aposto.

A gente gosta de complicar, mas ás vezes é bom dar um tempo a si mesmo. Respeite o seu momento. Não implore para que as pessoas entrem na sua vida, porque se elas quiserem mesmo, virão sozinhas. E pior, não se trate como se você fosse algo superficial e sem valor, pois você não é. Você é incrível, cheio de vida, e pronto para as oportunidades do destino. Lembrando que o seu pensamento tem peso sobre aqueles que te rodeiam.

Fico abismada com algumas garotas (e garotos) que vejo por aí, cada vez mais, tentando chamar atenção do jeito errado. Não que eu esteja aqui para julgar alguém, mas sinto falta do amor próprio e do brilho nos olhos. Essas pessoas vão se tornando assim aos poucos (por causa da pressão e dos rótulos ridículos da sociedade, e porque deixam também), até que um dia acreditam que são desse jeito e pronto. Ei, chega mais perto, você pode ser quem quiser! Dá tempo de fechar esse livro e abrir outro, já que você não gostou da história. Ninguém é obrigado a ficar dando murro em ponta de faca.

Ao invés de fazer as coisas para impressionar alguém, que mal se importa contigo, que tal se divertir? De verdade, sem se importar com o resto. Porque, baby, de resto ninguém vive. Você vale muito mais do que isso.  Feche as portas para o que não traz o seu melhor e experimente o outro lado.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Playlist: Mexidão


Estou devendo um playlist pra vocês faz um tempão, me perdoem! Então, dessa vez, eu resolvi fazer um mexidão com as minhas músicas - atualmente - favoritas.
Sou uma viciada em música, não consigo parar de ouvir. (Coitado dos meus fones de ouvido!)
Estou em uma fase boa na minha vida, e claro, que as minhas músicas não fazem diferente. Está afim de se animar um pouco? Curte aí.


Faça uma conta e ouça a música toda

P.s: Eu vi esse site - sensacional - em muitos blogs e resolvi experimentar. Sabe o resultado? A-d-o-r-e-i.
Aliás, fica bem mais fácil pra poder postar aqui.

Façam uma conta lá e me sigam, assim eu mostro mais um pouco do que ando ouvindo pra vocês! ;)

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Delicados espinhos


Um passo atrás do outro, andando lentamente. Eu e ele estávamos dando um passeio pelo jardim mais colorido e arborizado da cidade. O sol, em cima das nossas cabeças, brilhava forte entre as folhas e flores da paisagem verde. Com certeza era um dia alegre e sorridente.
- Estava pensando umas bobagens antes de virmos pra cá... – disse eu.
Ele me olhou, sorriu e franziu as sobrancelhas.
- Que tipo de bobagem? – perguntou-me.
- Ah, em como a vida é uma viagem louca. Entende?
- Quase. – Ele riu. – Conte-me mais.
Continuamos a andar devagar.
- Acho que tem um jeito mais fácil de te explicar – fiquei nas pontinhas dos pés, baguncei o cabelo dele e sai correndo.
As pessoas dali, em maioria casais, nem ligavam pra gente. E nem eu!
- Ei! – ele correu atrás de mim, até nós chegarmos á uma parte aberta do jardim.
Ali alguns arbustos ajudavam a enfeitar a vista, mas o que realmente chamava a atenção era a soberana rosa vermelha. O caule que a sustentava era maior do que eu, e passava uma imagem de poder - sozinha no topo. Incrivelmente delicada e exuberante.
- Ufa – ele suspirou, colocando as mãos no joelho e descansando. – Esse lugar faz parte do plano para me explicar?
- Sim – sorri.
Ficamos lado a lado, olhando a rosa.
- Tá vendo essa flor?
- Sim, não sou cego.
Empurrei-o com o quadril, brincando, mas logo voltamos ao momento sério.
- Não é curioso pensar que, uma coisa tão bonita, pode ter espinhos tão pontiagudos? – perguntei.
- Na verdade, não muito.
- É... Eu fiquei um tempo pensando, e a maioria das coisas é assim.
- Conte-me mais – ele disse.
 - A rosa é bonita, tem um cheiro único, a sua cor é vibrante, mas o que fazem os espinhos ali?
Ele coçou o queixo e me olhou fixamente. (Como eu adoro quando ele me olha assim).
- Todos nós temos um jeito de nos proteger. E além disso, olha só a altura dela, a beleza; seria justo se qualquer um pudesse pegá-la? Eu, pelo menos, acho que não. – Ele disse, com a voz suave. - Tem que ser alguém cuidadoso, que se comprometa a cuidar dela.
- Ou, ao menos, deveria ser assim – completei.
- Você lembra um pouco essa rosa – ele apertou os lábios. - Só que na versão falante, com certeza.
- Ei! – empurrei o ombro dele, e o mesmo riu. 
- Brincadeira.
- Por que lembro a rosa? – perguntei.
Pausou por um segundo.
- Vamos ver se você prestou atenção na conversa – ele falou baixinho, abrindo um sorriso cúmplice.
Aquilo me fez pensar um pouquinho, mas logo fez sentido. 


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Força desconhecida


Você acredita em destino? Eu me peguei pensando nisso esses últimos dias. A ideia de que as coisas acontecem por um motivo vive martelando na minha cabeça, como se fosse um aviso. É claro que as nossas atitudes tem uma reação no espaço e tempo, mas eu estou falando de algo mais poderoso do que isso. Como uma força “mágica” que vem do universo, ou de uma crença (decida como quiser), para que as coisas aconteçam... E se tais ocorrem nada na terra é capaz de atrapalhar.

Pode parecer um papo maluco, mas eu comecei a vasculhar as minhas memórias e até que faz sentido. Pense comigo, uma coisa acontece com você sem que você espere por ela, mas no fundo aquilo não parece tão estranho assim. Você sabia. Pode ser como esbarrar em oportunidades maravilhosas, mas com a consciência (quase inconsciente) que aquilo já era seu, em algum lugar do mapa.

Fico me perguntando se há uma explicação plausível pra tudo, e isso deve ser porque vivo numa sociedade naufragada em termos científicos, mas ás vezes o inexplicável me parece mais interessante. Mais divertido e excitante. Só que, voltando á “força desconhecida”, eu espero que ela continue atuando na minha vida. Porque, como da última vez, eu sei que há muito reservado para uma sonhadora como eu.