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Eu costumo ser do time do “talvez”,
daqueles que gostam de pensar duas vezes antes de mergulhar de cabeça em algo. Na verdade eu sempre fui paciente, mas só percebi isso nos últimos dias.
Acho que não é tão difícil entender, porque nessa idade a gente sofre um milhão de
coisas ao mesmo tempo, chega até a sufocar, mas sempre um sentimento se
sobressai. No meu caso foi perceber que a calmaria, quando necessário, vem de dentro
de mim.
Já esperei uma amiga por quatro
horas dentro de um hall gelado, já esperei cinco longos meses por uma resposta,
já esperei um sorriso por horas pra vê-lo só alguns segundinhos, sem contar as
trinta horas para assistir ao show de um artista (é, bem maluco). E sabe de uma
coisa? Mais importante do que essas situações, eu espero ansiosamente que as coisas
boas aconteçam, mesmo que demore um ano. Aprendi a ser paciente com a
felicidade, buscando-a nos momentos pequenos.
Agora, o que mais me surpreende é saber que
uma garota como eu esteja disposta a saltar de paraquedas nos braços de alguém tão
diferente. Não sei se estamos no mesmo “universo”. E talvez (de novo essa
palavra) (vai vê-la muito por aqui) isso seja o que mais me cativa. Quero me
arriscar, me jogar e se não der certo, provar o outro lado da linha. Nunca se
sabe o que pode acontecer, então eu estou aqui pra tentar. Só me falta uma
coisa, só me falta te contar...
Essa minha maldita mania de sentir e não falar é típica. Já perdi muitas coisas com ela, mas me preveni de muitas também. De qualquer forma acho que está na hora de atravessar a parede chata do medo e tentar alcançar o que eu quero. Quem eu quero. É só estar pronta para qualquer que seja a resposta. Talvez você sinta o mesmo... Talvez não... Talvez, talvez, talvez...
