Estávamos no topo de uma montanha. Á nossa frente o sol fazia uma despedida majestosa, tornando o céu colorido.
- Como assim? Quando morremos? - indaguei um pouco desconfortável com pergunta dele.
- É... Quando nosso corpo se desgruda da alma – ele respondeu, totalmente á vontade.
- É... Quando nosso corpo se desgruda da alma – ele respondeu, totalmente á vontade.
Olhava para o horizonte.
- Eu não sei. Nossa... – engoli em seco.
- Me pego pensando nisso, ás vezes – ele olhou pra mim e abriu um sorriso artificial.
- Você tem medo?
Ele fez que não com a cabeça.
- Não? – franzi o cenho.
- Não sei, na verdade – corrigiu. – Pode ser como deslizar numa nuvem. Mergulhar no mais profundo oceano...
- E pode não ser assim. Já pensou nisso? – contrariei, abismada com a segurança dele.
- Procuro pensar no lado bom das coisas – ele sorriu para o céu, que estava quase ao nosso lado – Como esse momento agora, com você.
- Mas...
- Acontece com todo mundo, - justificou - o importante mesmo é saber aproveitar a vida. O agora sabe, o amanhã é vago.
Olhei para o céu e abracei minhas pernas. Nós estávamos sentados.
- É pior viver cheio de arrependimentos, maldade no coração, sem deixar uma mensagem que preste... Na hora H nada disso vai importar – disse ele calmamente, fazendo um arrepio atravessar minha espinha. – Deve ser como um sono eterno... E nós sonhamos enquanto dormimos, não é?! – olhou pra mim novamente.
- Sim – concordei ainda que meio confusa.
- É bem louco... – ele riu baixinho - Eu tenho medo mesmo é de, enquanto possível, não ver seus olhinhos caramelos.
- Eu não sei. Nossa... – engoli em seco.
- Me pego pensando nisso, ás vezes – ele olhou pra mim e abriu um sorriso artificial.
- Você tem medo?
Ele fez que não com a cabeça.
- Não? – franzi o cenho.
- Não sei, na verdade – corrigiu. – Pode ser como deslizar numa nuvem. Mergulhar no mais profundo oceano...
- E pode não ser assim. Já pensou nisso? – contrariei, abismada com a segurança dele.
- Procuro pensar no lado bom das coisas – ele sorriu para o céu, que estava quase ao nosso lado – Como esse momento agora, com você.
- Mas...
- Acontece com todo mundo, - justificou - o importante mesmo é saber aproveitar a vida. O agora sabe, o amanhã é vago.
Olhei para o céu e abracei minhas pernas. Nós estávamos sentados.
- É pior viver cheio de arrependimentos, maldade no coração, sem deixar uma mensagem que preste... Na hora H nada disso vai importar – disse ele calmamente, fazendo um arrepio atravessar minha espinha. – Deve ser como um sono eterno... E nós sonhamos enquanto dormimos, não é?! – olhou pra mim novamente.
- Sim – concordei ainda que meio confusa.
- É bem louco... – ele riu baixinho - Eu tenho medo mesmo é de, enquanto possível, não ver seus olhinhos caramelos.

